Eleito, candidato que propôs reduzir salário em Montalânia se arrepende e pede nulidade da proposta

CARA DE PAU – Marcone Edson foi eleito iludindo o eleitor, com uma proposta demagógica.

A ideia de reduzir o subsídio do vereador de Montalvânia, no Norte de Minas, para um salário mínimo (R$ 1.045,00), partiu de Marcone Edson (PODE), que acabou sendo eleito e em ato contínuo solicitou que esquecessem a proposta. Entretanto, os vereadores que não conseguiram a reeleição resolveram levar a proposta a cabo, ainda que parcialmente.
A Comissão de Constituição e Justiça da Câmara Municipal, então, vota hoje projeto para reduzir o salário em mais 40%, atendendo proposição da Mesa Diretora, inspirada pelo agora arrependido vereador-eleito. A justificativa oficial é a de que a medida vai ajudar o município na recuperação econômica pós-pandemia.
Atualmente, cada um dos 11 parlamentares da Casa recebe salário bruto de R$ 5 mil. Se aprovado, o projeto passará a valer a partir da próxima legislatura, com início em 1o de janeiro de 2021.
Demagogia – Marconi Edson obteve 223 votos (2,35%) com a bandeira de redução dos subsídios dos vereadores. Durante a campanha eleitoral, ele fez material gráfico, gravou vídeos e usou serviço de som para defender a proposta, além de ter encaminhado para a Câmara, na condição de cidadão, requerimento defendendo a iniciativa. Todavia, bastou ser eleito para o demagogo cochanino (nome que se dá a quem nasce em Montalvânia) fazer novo requerimento, pedindo o cancelamento do pedido, ficando o dito pelo não dito.
O presidente da Câmara, que não conseguiu ser reeleito, não deixou por menos e colocou o requerimento para apreciação. Como a maioria dos vereadores não conseguiu a reeleição (apenas 4 foram reeleitos), tudo indica que a demagógica redução será aprovada, mesmo em percentual inferior à proposta original.

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