- Desde meados de 2017, quando a Petrobras passou a reajustar os preços diariamente e o governo aumentou a carga tributária sobre o setor, os preços da gasolina subiram cerca de 20% para o consumidor final.

     Com o aumento, o Brasil se consolida no posto de uma das gasolinas mais caras dentre os países produtores de petróleo, enquanto União, Petrobras, distribuidoras e revendedores tentam se dissociar da escalada dos preços dos combustíveis na bomba.

    Levantamento da consultoria Air-Inc, que consolida estatísticas globais de custo de vida e mobilidade, mostra que a gasolina vendida nos postos brasileiros é a segunda mais cara dentre os 15 países que mais produzem petróleo no mundo. De acordo com a pesquisa, obtida pelo Valor, a gasolina é vendida no Brasil a US$ 1,30 por litro (considerando câmbio de R$ 3,3 e preço médio de R$ 4,28). No ranking dos maiores produtores de petróleo, só não é mais cara que o combustível vendido na Noruega.

    Hoje, a estatal começa a adotar nova estratégia de divulgação de reajustes nas refinarias. A companhia passará a divulgar, junto com as variação percentual diária, o preço médio do litro da gasolina e do diesel nas refinarias. A intenção é deixar claro que os preços praticados nas refinarias correspondem a 1/3 dos preços na bomba.

    Na semana retrasada, distribuidoras e postos entraram no centro de um embate com o governo, que pediu ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) para investigar possível formação de cartel no setor. O presidente Michel Temer chegou a acusar publicamente as empresas da cadeia de distribuição e revenda de não repassarem ao consumidor as baixas nos preços nas refinarias.

     "O decreto de intervenção do presidente Michel Temer é uma medida extrema para lidar com a situação grave de segurança pública no Estado do Rio de Janeiro", disse a pré-candidata Marina Silva, na nota em que expressa seu apoio à intervenção militar no Rio de Janeiro, que já trouxe de volta a censura

     Confira, abaixo, a íntegra a reportagem de Wilson Dias, da Agência Brasil

    O decreto de intervenção do presidente Michel Temer é uma medida extrema para lidar com a situação grave de segurança pública no Estado do Rio de Janeiro.

    A incapacidade do governo estadual do RJ de enfrentar as milícias, o crime organizado e a escalada da violência, que tem ceifado e ameaçado a vida da população, é uma realidade que também aflige outras regiões do país.

    A crise política e administrativa no estado do Rio de Janeiro agrava ainda mais a situação. Essa medida imediata de intervenção reflete também a inação de sucessivos governos federais que negligenciaram a pauta da segurança pública deixando apenas para os estados a responsabilidade de enfrentar um problema complexo, que deveria ser tratado de maneira nacionalizada e integrada entre os entes federativos para promover ações mais efetivas e duradouras.

    No âmbito de uma federação democrática, a medida mais traumática é a intervenção federal. Só espero que esta tenha sido precedida do mais responsável planejamento, para que a respectiva execução, de fato, traga a devida proteção e amparo à sofrida população do Rio de Janeiro, em lugar de aumentar suas agruras.

     Os cinco principais partidos de esquerda do Brasil, PT, PDT, PSB, PCdoB e PSOL, se uniram para a construção de uma agenda comum contra o retrocesso político e econômico que vive o País

     - As forças políticas do campo progressista avançam nas articulações para criação de uma frente de esquerda, composta por PT, PSB, PDT, PCdoB e PSOL.

    Os braços de formação política das legendas, representados pelas fundações Lauro Campos (PSB), Leonel Brizola-Alberto Pasqualini (PDT), Perseu Abramo (PT), Maurício Grabois (PCdoB) e João Mangabeira (PSOL) lançarão no próximo dia 20 de fevereiro o Manifesto Unidade para Reconstruir o Brasil.

    Evento deve acontecer no Plenário 4 da Câmara dos Deputados, em Brasília, e deverá reunir os presidentes das cinco legendas, seus líderes de bancada e parlamentares, assim como representantes de movimentos sociais, sindicais, intelectuais e artistas.

    A frente de esquerda reúne quatro pré-candidatos à Presidência: Lula, que lidera as intenções de votos em todos os cenários, mas pode ser inabilitado da disputa, Manuela D'Ávila pelo PCdoB, Ciro Gomes pelo PDT e o PSOL já anunciou o nome do coordenador do MTST Guilherme Boulos. Eles ainda não estão confirmados no evento.

    O PSB ainda não tem candidato próprio e negocia com o ex-ministro do STF Joaquim Barbosa.

    No último dia 7, deputados e senadores das cinco legendas, além do senador Roberto Requião (MDB-PR), se reuniram em Brasília para traçar estratégias de combate contra as medidas do governo Michel Temer e para unificar a esquerda, a fim de vencer as eleições em outubro.
    Após lançar o Manifesto Unidade para Reconstruir o Brasil, a frente deverá levar o documento e seus pré-candidatos a presidente para o Fórum Social Mundial, que será realizado em Salvador, entre os dias 13 e 17 de março.

    A Paraíso do Tuiuti, que denunciou o golpe ao mundo em seu desfile na Sapucaí, ficou atrás da campeã, Beija-Flor, que fez o discurso da Lava Jato e da Globo, mas a verdadeira campeã do povo e que liderou uma hashtag que já está entre os assuntos mais comentados no Twitter mundial logo após a divulgação do resultado, foi justamente a Tuiuti.

     A verdadeira campeã da história foi a Tuiuti, que se destacou pela irreverência e pelo enredo de protesto, ao denunciar o golpe ao mundo e mostrar Michel Temer como um vampirão neoliberalista. Enquanto isso, a escola de samba Beija-Flor levou seu 14º título, por causa do demagógico discurso de exaltação da Lava Jato, dando ênfase de que o principal problema do Brasil é a corrupção. Já a Paraíso do Tuiuti, que se destacou pela irreverência e pelo enredo de protesto, ao denunciar o golpe ao mundo e mostrar Michel Temer como um vampirão neoliberalista, foi vice, mesmo ela se tornar o assunto mais comentado na internet do carnaval e foi eleita em vários prêmios de público, como a verdadeira campeã.
    O desempenho da Paraíso do Tuiuti e os gritos de “Fora Temer”, até na apuração dos resultados do carnaval do Rio de Janeiro de 2018, decretam o fim do governo golpista de Michel Temer. Durante sua transmissão ao vivo, longe das ilhas de edição, a Globo não conseguiu abafar o clamor popular pela saída do presidente ilegítimo e, ainda que tenha ficado na segunda colocação da classificação oficial, certamente, no placar da história, a Tuiuti é a grande campeã do carnaval deste ano.
    No carnaval de 2018, o desfile da agremiação de São Cristóvão foi um destaque à parte. Denunciou a manipulação dos meios de comunicação e da própria Globo em rede nacional, pela frequência da própria emissora. As críticas ao presidente vampiro do neoliberalismo foram destaque até na imprensa internacional. Foi uma verdadeira goleada. A Tuiuti jogou como time grande na casa do adversário
    A Globo até tentou nos convencer de que o desfile da Tuiuti não foi nada demais, cerceando o tempo dedicado à escola no Jornal Nacional. Mas, diante da grande repercussão que foi o desfile, a emissora teve de se render aos fatos e, ainda que tardiamente, apenas no dia seguinte, se viu obrigada a voltar ao assunto no Jornal Nacional.
    Em um sentido mais amplo, este carnaval representou uma verdadeira catarse do povo. Um grito de indignação, que nem mesmo os grandes meios de comunicação de massa, aliados históricos da elite nacional, foram capazes de silenciar. Aos poucos, o povo parece acordar de um estado de letargia, provocado pelo golpe de 2016. É como se a população começasse, agora, a despertar de uma ressaca, daquelas que nos deixa com muita dor de cabeça.
    Dor de cabeça, não só em razão da reforma trabalhista, da lei da terceirização irrestrita, do congelamento do orçamento público para educação e saúde pelos próximos 20 anos, da reforma da Previdência, da entrega da Petrobras, ou da privatização da Eletrobras, mas, também, pela volta do desemprego, da pobreza e da violência, que avançam brutalmente no cotidiano das pessoas nas grandes cidades. Esse é o espectro e o legado do governo Temer e não há como qualquer candidato que se identifique com esse golpe tentar se desassociar de tal realidade.
    Outro ponto que parece ter ficado ainda mais evidente, neste carnaval, é a força do presidente Lula como única liderança realmente capaz de aglutinar a esperança do nosso povo. Os gritos de “Volta Lula” deixaram claro: não há pacificação sem Lula e eleições sem Lula é fraude. No carnaval de 2018, o povo demonstrou já entender que eleições sem Lula serão o golpe dentro do golpe.
    Este carnaval evidencia que o Brasil, retratado diariamente pelos meios de comunicação de massa como excludente e em que a riqueza só pode ser para um pequeno grupo de privilegiados, fracassou. Os governos de Lula e de Dilma provaram que é possível fazer diferente e que é possível, sim, incluir e distribuir renda, sem deixar de lado o crescimento econômico.
    Os exemplos de resistência são inúmeros. Os mais pobres não estão dispostos a voltar para as favelas, os beneficiários do Minha Casa, Minha Vida não abrem mãos do sonho da casa própria, os negros e as negras não querem sair dos bancos das universidades, milhões de brasileiros que passaram a ter acesso à luz elétrica, por meio do programa Luz para Todos, não querem regressar para a escuridão, entre tantos outros brasileiros e brasileiras, que conheceram o que é ter mais cidadania, a partir dos governos Lula e Dilma.
    Por isso, está cada vez mais claro que a superação da crise política, econômica e de representatividade, em que o golpe de 2016 mergulhou o país, exige, necessariamente, um processo eleitoral livre e democrático, em que Lula tenha o direito de ser candidato. Que o carnaval deste ano sirva de exemplo para as eleições que se aproximam. Pois, a legitimidade da nossa democracia e de um novo governo eleito necessita, assim como foi o carnaval de 2018 e o desfile da Tuiuti, de um verdadeiro banho de povo.

     - A agência alemã de notícias Deutsche Welle Brasil (DW Brasil) destacou as manifestações políticas no carnaval brasileiro deste ano. Segundo a DW Brasil, celebrações em todo o país ridicularizaram líderes políticos locais e mundiais, se voltaram contra violência, corrupção e intolerância - e desafiaram limites.

    Leia alguns trechos da reportagem:

    "Um dos maiores destaques da festa politizada deste ano no Sambódromo do Rio de Janeiro foi o desfile da Paraíso do Tuiuti, cuja comissão de frente recebeu o Estandarte de Ouro do jornal O Globo, considerado a segunda premiação mais importante do Carnaval carioca.

    A escola da zona central do Rio, que questionou se a escravidão realmente acabou no Brasil, satirizou o presidente Michel Temer e suas reformas neoliberais, especialmente a reforma trabalhista e sugestões de redefinição do trabalho escravo, com um destaque chamado de 'Vampiro do Neoliberalismo', no carro alegórico que representava um navio negreiro dos dias atuais. O enredo "Meu deus, meu deus, está extinta a escravidão?", lembrou os 130 anos da Lei Áurea e falou do trabalho precário.

    (...)

    A Marquês de Sapucaí serviu de palco para a Beija-Flor retratar um 'Brasil monstruoso', inspirado no romance Frankenstein, e apresentar as cenas de violência vividas por milhões de pessoas nas favelas do Rio.

    (...)

    A Portela, campeã do ano passado, criticou a intolerância falando de um grupo de judeus perseguidos na Europa e refugiados no Brasil, onde passaram a enfrentar discriminação de colonizadores portugueses.

    O Salgueiro encheu a Sapucaí de cor numa denúncia contra o racismo e uma homenagem às mulheres negras do Brasil, inspirada num tributo carnavalesco a Xica da Silva, há 55 anos.

    Apesar de também apresentar enredos mais suaves, observadores apontam a edição de 2018 do carnaval do Rio como o 'Carnaval do protesto' porque a estreia, na noite de domingo, também foi dominada pela crítica política.

    Além das alusões da Paraíso do Tuiuti, a Mangueira atacou o prefeito do Rio, o evangélico Marcelo Crivella (PRB), que não esconde que considera o Carnaval uma "celebração pecaminosa" e viajou para a Alemanha depois de ser criticado durante a maior festa brasileira."

    Leia a reportagem na íntegra na DW Brasil.

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