" style="font-size: 13px; text-decoration: none; ">Girleno Alencar - Do Hoje em Dia - 13/04/2012 - 08:00</span></div>
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<div class="clearfix" style="font-size: 16px; background-color: #ffffff; color: #333333; font-family: 'Times New Roman'; line-height: 22px;">
Sebastião e a mãe Maria reclamam por não encontrarem uma clínica pública para tratamento
MONTES CLAROS – A dona de casa Maria Mercês Alves Pereira tem que acorrentar, diariamente, o seu filho Sebastião Alves Vieira, de 30 anos, para evitar que ele utilize o crack e pratique furtos para manter o vício. O homem fica preso pelo tornozelo a uma corrente de seis metros, o que lhe permite percorrer os vários cômodos da pequena casa, localizada na avenida Hum, no bairro Delfino Magalhães, em Montes Claros.
Durante o dia, a corrente é amarrada a uma das janelas da casa. À noite, fica no pé da cama onde Sebastião dorme. Desesperado, ele implorou à mãe que o prendesse.
As drogas têm causado grandes transtornos a Maria das Mercês. No último sábado, seu filho Waldeir, de 27 anos, que saiu da cidade de Capitão Enéas para cumprimentá-la pelo aniversário, foi assassinado pelo sobrinho Davison, de 22 anos, que também é viciado em drogas. Ele queria ficar com os R$ 150 que Waldeir levava no bolso, além do celular dele.
Waldeir foi assassinado com 31 facadas na altura do tórax e levou também uma paulada na cabeça, o que lhe causou traumatismo craniano. Davison está foragido. Sebastião Alves Vieira conta que está à procura de tratamento, mas não consegue uma clínica pública para a sua recuperação. Segundo ele, o tratamento particular fica muito caro e a família não consegue pagar as despesas.
“Fui à prefeitura, à polícia e a diversos lugares pedindo ajuda. Estou com medo de ser morto pelos traficantes. Preciso de ajuda. Pedi a minha mãe que me acorrentasse, para evitar mais problemas. Só sairei daqui para um tratamento”, disse.
Sebastião Alves já cumpriu 38 dias no presídio Alvorada, que fica próximo à casa da sua família, depois de ser preso por um furto. Ele conta que cometeu mais de 20 furtos de bicicletas, celulares e outros produtos para manter o vício. Bens adquiridos pela mãe também eram vendidos para comprar a droga.
Os furtos praticados por ele estavam atraindo policiais ao local, o que levou os traficantes a ameaçá-lo de morte.
Maria Mercês conta que, muitas vezes, passou fome, pois vive com pensão de um salário mínimo. Segundo ela, toda vez que fazia a feira para a casa, o filho furtava tudo para vender e consumir drogas. Ela se sente revoltada e sem saber o que fazer. “Meu filho está sujo, pois é viciado e passou a cometer crimes para manter o vício. Mas, como mãe, sofro com a situação dele”, afirma a dona de casa, que lamenta a falta de uma clínica para internar o filho.
A comerciária Vanessa Cristina Alves, sobrinha de Waldeir, lamenta que o assassino do tio tenha fugido. “Queremos Justiça. Que ele seja preso e confesse quem o ajudou a matar o tio, pois sozinho não conseguiria cometer o crime”, diz.